domingo, 22 de maio de 2011

Sobre a Oração que vai virar chiclete

   Caro leitor,

   Após passar um bom tempo registrar nada aqui, vim postar essa "oração" que em breve estará ecoando por todos os cantos. Nesse meu momento introspectivo, o video soou mesmo como oração. Pela mensagem, melodia, fotografia e beleza única. Me emocionou e vai emocionar a você também. Afinal, "coração não é tão simples quanto pensa"!

  Oração (Leo Fressato)

 
  Meu amor essa é a última oração
  Pra salvar seu coração
  Coração não é tão simples quanto pensa
  Nele cabe o que não cabe na dispensa
  Cabe o meu amor!
  Cabe em três vidas inteiras
  Cabe uma penteadeira
  Cabe em nós dois
  Cabe até o meu amor
  Essa é a última oração pra salvar seu coração
  Coração não é tão simples quanto pensa
  Nele cabe o que não cabe na dispensa
  Cabe o meu amor!
  Cabe em três vidas inteiras
  Cabe uma penteadeira
  Cabe essa oração


http://www.youtube.com/watch?v=QW0i1U4u0KE

quarta-feira, 2 de março de 2011

Carnaval chegando. Aahh não!

   http://www.youtube.com/watch?v=pkHz2z_db80&feature=related
   (Em tempo - uma das poucas lindas manifestações do espírito de carnaval em letra, música e alegorias)

   Pra muitas pessoas, os dias que antecedem o carnaval são de grande ansiedade e expectativa. Quando chega o dia, umas viajam, outras compram um verdadeiro arsenal de bebidas, algumas fazem as duas coisas e todas essas encarnam o espírito da folia e diversão, predominantes nessa época do ano.
   Quero dizer aqui sem meias palavras que ODEIO carnaval e isso não faz de mim um nazista, depressivo ou puramente babaca. Preferia estar contando as horas pra fazer desfilar no Parthenon, ou no bloco do Parque Guell, sendo um dos jurados do Louvre ou talvez num baile dos máscaras de Alhambra, mas dessa vez  não vai dar. Que merda! (o blog é meu, o texto é meu, as vontades são minhas e se você não gostar, só o problema será seu.)
   Como de praxe, nas linhas abaixo explicarei o que me faz detestar a data. E desejo que o leitor compreenda meus motivos.
   Em primeiro lugar, a maioria das pessoas confunde diversão com "pode-tudo". Divertir-se é bom, mas nem todo mundo sabe fazê-lo da forma correta. Muitos bebem mais do que devem e a cada urinada (na porta dos outros, lógico) eliminam o que lhes resta em caráter de respeito a si e ao próximo. Muitos vestem a fantasia de pseudo-valente/inconveniente e saem pelas ruas cantando o enredo do Ensaio sobre a Cegueira*, o trânsito fica uma merda(e ainda pior pra quem sofreu um acidente provocado por excesso de bebida alheia), as ruas ficam imundas e pra mim isso é quase sempre palco da degradação humana.
    O desfile das escolas de samba é outra coisa que não me apetece nem um pouco(tirando as totosas acéfalas/desnudas e a comissão de frente da Unidos da Tijuca, aquilo é uma bosta). Tem até sua beleza em alegorias e fantasias, mas aturar aquele baticum a noite inteira, e ouvir a mesma música/letra pelo menos umas 100 vezes em 30 minutos é um soco no estômago de qualquer pessoa que tenha o mínimo de percepção musical. (Amo a Velha Guarda da Portela, Chico Buarque, Cartola, Noel, Pixinguinha, Paulinho da Viola, Paulinho Mocidade e todos esses artistas que fizeram carnaval sem abrir mão da atitude elegante, aquilo sim era bom. Uma das maiores saudades é a do tempo que não vivemos, infelizmente )
    Acredito veementemente que não exista um período exato e obrigatório pra manifestar nossa alegria. Não sou obrigado a pular no carnaval, assim como não sinto necessidade de sair somente pelo fato de ser fim de semana. Involuntariamente, sinto vontade de desobedecer a mesmice em quase tudo o que faço, detesto "alienação em série" (obrigado, Kah! :****), não consigo fazer nada diferente daquilo que apetece minha alma e nunca consegui ter empatia com tudo aquilo que realmente não foi feito pra mim. ("genioso" mode on, mas com motivos)
     Foliões, me perdoem ou me agradeçam por não acompanhar-lhes em sua alegria com data marcada. Definitivamente, não seria boa companhia.
     Desejo um excelente feriado a todos, paz nas ruas, estradas e onde chegue carnaval. Bem como desejo que os canais hbo, telecine e cinemax caprichem nos filmes realmente interessantes.(leia-se tudo o que for do gênero drama, principalmente europeu, iberoamericano e até israelense) Não torceria o nariz ao assistir algo sobre Chico, ou todos os artistas citados no 5º parágrafo e até penso em ir no bloco Mulheres de Chico*, que deve sair por esses dias, no Leblon.
    Assim como diz a letra dessa música, desejo que passe logo esse carnaval. E vai passar!

   Chico Buarque - Vai passar

   "Vai passar nessa avenida um samba popular
    Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
    Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
    Que aqui sangraram pelos nossos pés
    Que aqui sambaram nossos ancestrais
    Num tempo página infeliz da nossa história,
    passagem desbotada na memória
    Das nossas novas gerações
    Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
    sem perceber que era subtraída
    Em tenebrosas transações
    Seus filhos erravam cegos pelo continente,
    levavam pedras feito penitentes
    Erguendo estranhas catedrais
    E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
    Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
    o carnaval, o carnaval
    Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
    O bloco dos napoleões retintos
    e os pigmeus do boulevard
    Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
    A evolução da liberdade até o dia clarear
    Ai que vida boa, ô lerê,
    ai que vida boa, ô lará
    O estandarte do sanatório geral vai passar"
 
     #acabalogo!!!


     

sábado, 23 de outubro de 2010

Portabilidade emocional. Pratique essa idéia!

O leitor já parou pra pensar que relacionamento é uma ferramenta indispensável durante toda a nossa vida?
Começamos a utilizá-la assim que nascemos sem saber direito como funciona. E, conforme o tempo vai passando, a tendência é o ser humano aprimorar a técnica de relacionar-se bem. E o mundo, por estar cada vez mais globalizado, nos trouxe novas possibilidades de relacionamento.
Atualmente, além dos relacionamentos comuns (o familiar, profissional, acadêmico/escolar, afetivo, pessoal, social, etc e tal), também nos relacionamos com os bancos, com as prestadoras de serviços básicos, como luz e água, com operadoras de tv e internet, com telefonia e outros mais. Nem sempre esses relacionamentos são satisfatórios ou cordiais, mas foi através de uma resolução criada pra melhorar nosso convívio com a telefonia que eu pensei numa melhor ainda pra cuidar de nossos relacionamentos afetivos, que na maioria das vezes, são complicadíssimos. Chama-se Portabilidade Emocional.
Infelizmente, grande maioria das pessoas que conheço pensa que por relacionarem-se com alguém,  essa pobre pessoa está fadada a obedecer-lhe e viver de acordo com as mais absurdas regras que compõem a "cartilha da falta de amor-próprio". Uma série de crenças loucas e capazes de destruir a felicidade e o bem-estar de qualquer pessoa que tenha o mínimo de bom senso.
Essa infeliz cartilha é composta por diversas "proibições", como por exemplo ir sozinho à uma festa,  um barzinho, sair com amigos ou qualquer coisa legal que se faça quando sua liberdade não pertence a ninguém(graças à Deus). Reza o clichê que, quando se tem um "compromisso", você não tem  poder de realizar aquilo que realmente tem vontade. Feliz foi o Herbert Vianna quando disse que "todas as formas de se controlar alguém só trazem um amor vazio". Ele tem toda razão!
E por falar em compromisso,  quantos já temos na vida? Trabalho, estudo, contas, e uma série de coisas que são obrigatórias e indispensáveis pra sobrevivência de nossa espécie. Então, surge essa inquietação: Pra quê serve o compromisso afetivo?
Quando conhecemos alguém potencialmente interessante, já temos nossa vida, nossos gostos, amizades, hábitos, alguns como eu já tem também suas peladas(que são tão tradicionais e sagradas quanto a missa dominical dos católicos) e todas as atividades que compõem nosso convívio social e, consequentemente, nos faz  vivos e felizes. Mas, não são raros os casos em que as pessoas acham que podem dominar nossa agenda e privar-nos de fazer o que realmente nos apetece por pura vaidade, insegurança ou egoísmo. Uma loucura completamente inaceitável.
O mundo tem bilhões de habitantes, dos mais diversificados tipos e raças. E, apesar de existirem pessoas incrivelmente únicas, quem aí nunca ficou interessado em conhecer melhor alguém que surge do nada em sua vida?
Trabalhamos, viajamos, estudamos e vivemos as mais distintas situações onde não é raro surgirem pessoas que sejam atraentes/interessantes. É muito difícil não se sentir atraído por alguém diferente ao menos uma vez na vida e eu considero impossível que uma só pessoa no mundo desperte nosso interesse, ou que a gente só queira estar com ela e mais ninguém. E aí entra a portabilidade emocional, que considero a maior invenção do terceiro milênio (nada pretensioso, rs).
A portabilidade emocional não se confunde com galinhagem, malandragem ou similares. Mas a mesma sai em defesa do poder de liberdade, e no melhor sentido da coisa. Você pode se relacionar com quem quiser, mesmo que seja somente uma pessoa, mas sem que você seja propriedade dela, sem que isso te impeça de fazer o que quiser de sua vida. É preciso que o mundo aceite essa idéia logo, ou então cada vez mais teremos infidelidades, traições, separações, tristezas e sentimentos maléficos ao bem da humanidade.
Talvez você, preconceituoso(a) vá me crucificar, mas se ainda não viveu nada parecido, lembrará desse texto quando encontrar alguém que lhe desperte interesse. Ou vai olhar , ou mexer o cabelo, ou perder a fala ou sentir qualquer uma das sensações/inquietações que te provem que no fundo você queria estar com aquela pessoa. E o que fará? Deixará de viver o que lhe apetece? Vai mentir? Vai trair nem que seja em pensamento?
Parafraseando Elis Regina, "Viver é melhor do que sonhar".

Qual sua escolha?

 Abs,

O Autor

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A que viemos?!

   Caro Leitor,

   Alguma vez você já pensou em rebelar sua alma? Não? Que pena!

   O blog Rebel your Soul  nasceu de uma inquietação incomum e tem como proposta andar na contramão de tudo o que é exaustivamente trivial. É um espaço pra quem não se contenta com o óbvio, mas nem por isso é deselegante ou insensato. É pra quem quer ou quis fugir da mesmice que insiste em tornar nossa existência algo puramente comum.

   Aqui compartilharei algumas idéias, gostos, opiniões e feelings que são diferentes do que muita gente está acostumada a ver por aí. Por esse motivo, não espero e nem preciso de aprovação alheia .

   Seja bem vindo!

   Sds,

   O Autor